Truta é um artista paraibano que encontra sua melhor forma de expressão na música e no canto. Morando em São Paulo há um ano, está desenvolvendo o Água Doce, projeto inaugurado com a música homônima, que traz, poeticamente falando, “pinturas musicais de tudo que eu sinto” as faixas do projeto, são, em sua maioria, compostas e produzidas pelo nordestino-envenenado que tem como influência do baião de Luíz Gonzaga ao latin-soul de Sade.

Há um ano as experiências de produção em seu notebook começaram e até o fim do ano o projeto será finalizado com as 4 faixas que o compõem (e seus desdobramentos). Podemos esperar uma música brasileira, integralmente eletrônica, mas de raiz orgânica que passa por várias vertentes de gênero, mas que sempre tende ao global.

O novo single “Tanta” trata sobre a solidão do indivíduo, que sob a ótica capitalista do adulto bem-sucedido, se vê pressionado por todos os lados para apresentar objetivos (profissionais, sociais, de status, afetivos) e realizações dos tais o mais rápido possível, mas, percebe que não faz parte desse estilo de vida ideal e se vê perdido na procura por resoluções.Sabe que não é igual ao que a sociedade e sua família espera e se sente só na vida, de um modo geral.

 

 

“Tem muita coisa acontecendo pra eu saber o que eu quero ser pelos próximos 30 anos”. Esse é o mood de uma música crítica, existencialista, que achou por meio do hip-hop e das raízes nordestinas de Truta, a forma expressar a identificação do artista com um desses “jovens cidadãos”, como propõe a música.

Aos 27 anos, Lucas Truta é artista independente e não veio de uma família rica, não é blogueiro com milhares de seguidores, não recebeu ajuda financeira de gravadora para a composição, gravação e produção das músicas. Por isso, sua preocupação inicial não é o mercado, pois não gosta de como o capitalismo transforma tudo em vazio. Truta busca permanecer verdadeiro ao que sente e assim, comunicar através da arte.

 

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