Mensalmente será apresentada uma análise sobre uma lâmina do tarot. A escolha desta será determinada de acordo com a energia da lunação do momento, sendo realizadas em seu estado inicial de Lua Nova e no seu estado máximo, Lua Cheia. A teoria e energia apresentada pela Lâmina (a carta) são vivenciadas por todos seres humanos em algum momento de sua vida, independente de questões sociais, culturais, pois estão ligadas com arquétipos e não situações do dia-a-dia. O objetivo da análise é nos fazer refletir sobre a mensagem do arcano e, consequentemente, nos fazer perceber resoluções para questões cotidianas, que muitas vezes nos emperra por estarmos diante de um conflito e não observamos a lição que aquilo pode nos trazer.

 

Arquétipo da Lua Cheia – A Torre

Uma das lâminas mais temidas do tarot, e com tal fama, ela com certeza trará algum ensinamento de grande importância para quem ela revelar seus mistérios. Representada por um edifício que é atingido por um fator externo e, com isso, duas pessoas são expostas dessa construção, sendo pegas de surpresa e tiradas de sua zona de conforto. A Torre apresenta aquela típica situação em que algo choca, é tirado ou abala em um momento que não esperávamos, seja materialmente ou de alguma ideia que tenhamos construído, e nos tira daquele estado. Na ilustração, o golpe acerta apenas o topo da torre, que pode ser representado por uma coroa (o chefe, a liderança) e não as pessoas que estão dentro dela, é um golpe libertador, pois nos tira de um ambiente interno que até então não apresenta uma saída.

A simbologia da Torre pode ser aplicada, por exemplo, a uma construção ideológica a qual nos prendemos por diversos fatores, por exemplo, quando nos relacionamos com diferentes grupos de pessoas, se adaptar aos seus pontos de vista e opinião é natural, mas nem sempre é o que acreditamos verdadeiramente. Acreditar fielmente em uma perspectiva, e se deparar com algo que faz questioná-la ou sair dela é algo difícil, mas ser flexível e aberto a novos rumos é sábio e mostra evolução, a Torre não deve ser vista como algo destrutivo, mas sim libertador.

Nesse período de Lua Cheia, é interessante observarmos o que realmente acreditamos e o que é útil para prosseguirmos nossa jornada, e não se estagnar em fatores passados que foram tirados pela energia da Torre, o que nos pertence a essência não pode ser tirado, ou seja, o que A Torre leva não nos pertence mais, não neste momento

 

TEXTO POR: MATHEUS CAPANEMA
ILUSTRAÇÕES: VICTOR LOUREIRO